terça-feira, 25 de agosto de 2009

ExpoGenética comercializa mais de R$ 7 milhões em animais provados

Por: Laura Pimenta

Os sete remates realizados durante a ExpoGenética, entre os dias 16 e 23 de agosto, comercializaram juntos um total de 7.342.200,00. Os números comprovam o interesse dos pecuaristas em adquirir animais provados pelos programas de melhoramento genético. Os leilões comercializaram touros, vacas, animais jovens e prenhezes das raças zebuínas.

O primeiro leilão da ExpoGenética 2009, o Touros de Uberaba, realizado no Rancho da Matinha faturou R$ 2.123.800,00, com a venda de 185 reprodutores nelore. Já no dia 17 de agosto, o leilão virtual Genética Uberaba de Produção colocou a venda 115 touros das raças nelore e brahman, atingindo comercialização de R$ 514.000,00.

No dia 18, foram realizados outros dois remates. O 2º leilão Virtual Pioneiros que ofertou 27 lotes de animais da raça gir leiteiro vendeu um total de R$ 834.000,00, enquanto o leilão Mocho Brasil, faturou R$ 536.800,00 com a venda de 27 lotes da raça nelore mocho. Já no dia 19 de agosto, foi a vez de Leilão Top Cen e Convidados levar para a pista 33 lotes da raça nelore, que foram comercializados por um total de R$ 551.200,00.

O leilão virtual PAINT também teve boa valorização com a venda de machos e fêmeas, alcançando um faturamento total de R$ 474.400,00. Para finalizar a agenda de remates da exposição, o leilão Naviraí Camparino comercializou um total de R$ 2.308.000,00 em animais zebuínos provados, no último domingo (23/08).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fórum é encerrado com apresentação sobre gir leiteiro

Por: Laura Pimenta
Imagens: Maurício Farias

O 1º Fórum Internacional de Melhoramento Genético Aplicado em Zebuínos foi finalizado na manhã de hoje (21/08)com a apresentação do pesquisador da Embrapa Gado de Leite Rui Verneque. Rui falou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido através do Programa Nacional de Melhoramento Genético do Gir Leiteiro.

Lenira El Faro, pesquisadora do Intituto de Zootecnia e da APTA falou na manhã de hoje (21/08)sobre como são feitas as avaliações genéticas do sumário de Touros de Gado de Leite da ABCZ.


Raça guzerá mostrou produtividade leiteira durante apresentação de programa de melhoramento genético

Por: Laura Pimenta
Imagens: Maurício Farias

Os bons índices de produtividade alcançados pela raça guzerá ao longo dos últimos anos, fruto de um intenso trabalho de melhoramento genético desenvolvido pelos selecionadores, foram demonstrados na manhã de hoje (21/08) pela pesquisadora Vânia Maldini Penna, uma das responsáveis pelo Programa Nacional de Melhoramento Genético do Guzerá Leiteiro. Além de números sobre o programa, a pesquisadora fez questão de demonstrar o potencial leiteiro do guzerá com ordenhas na pista do Parque Fernando Costa, onde acontece a ExpoGenética 2009.

Ordenhas de animais fizeram parte da apresentação do Programa Nacional de Melhoramento Genético do Guzerá Leiteiro

Seleção genômica visa reduzir custos no rebanho leiteiro

Por: Renata Thomazini

Enquanto no Brasil a genotipagem de animais, em janeiro de 2009, era de 373, nos Estados Unidos e no Canadá foram feitos 22.344 procedimentos. Uma mostra de que é inicial a utilização das tecnologias de seleção genômica no rebanho brasileiro, mas de que essa é uma realidade que deverá mudar em breve. O apoio aos estudos relacionados às tecnologias que visam aumentar a rentabilidade dentro da pecuária ganha fôlego. Quando se fala em seleção genômica, tecnologia ainda recente no país, o alto investimento ainda é um entrave para utilização, pensando-se em larga escala. Mas, de acordo com o pesquisador da Embrapa Gado de Leire, Marcus Vinícius Barbosa da Silva, essa ferramenta ainda pode auxiliar muito no aumento da lucratividade no campo, principalmente em se tratando da seleção para leite. O custo operacional no Brasil hoje, de acordo com o pesquisador, pode chegar a US$ 50 mil por exemplar. Por isso, Marcus Vinícius ressalta que a seleção genômica pode ser uma forte aliada, acelerando o processo de seleção dos animais quanto às características desejáveis à melhoria do rebanho.

O assunto foi abordado pelo pesquisador na palestra "Seleção Genômica nos Testes de Progênie de Gado de Leite", ministrada durante a ExpoGenética 2009. O público conferiu o avanço da tecnologia na busca de dados mais concretos para auxiliar na seleção bovina.Uma das novidades apresentadas por Marcus Vinícius foi a análise do DNA dos tourinhos candidatos a reprodutores, que cabe em um chip que analisa, em apenas sete minutos, centenas de centenas de marcadores genéticos, para 12 diferentes animais ao mesmo tempo, com uma exatidão acima de 75%. A tecnologia já tem resultados publicados e faz parte de um projeto do Laboratório Virtual da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária nos Estados Unidos (Labex Estados Unidos) e do Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A metodologia começou a ser avaliada em 2007, num estudo liderado por Van Tassell, em raças leiteiras americanas, com apoio de associações, centrais de inseminação e instituições dos Estados Unidos e do Canadá. Para isso foi desenvolvido um microarray chip contendo 54.000 marcadores moleculares de DNA. Estes marcadores são chamados polimorfirmos de base única (Single Nucleotide Polymorphisms-SNP). Em janeiro deste ano, o USDA lançou a primeira publicação dos valores genéticos dos touros americanos com base em marcadores genéticos, sendo utilizado o chip. "Usando este chip pode-se comparar o DNA de bezerros e dizer aos criadores quais os animais seriam indicados a participar dos testes de progênie. Além disso, possibilita o estudo de associações entre esses marcadores genéticos e características de importância econômica, visando a identificação dos genes envolvidos na expressão da característica", explica Marcos Vinícius.

Segundo o pesquisador brasileiro, isso significa reduzir o intervalo de gerações e de custos com testes de progênie (que avalia a capacidade genética do touro como pai, uma espécie de certificado de garantia de incrementos na produtividade dos rebanhos).

Com o uso da nova metodologia a genotipagem (análise do material genético) de cada touro custa entre US$ 225 e US$ 175 e pode ser realizada quando o animal acaba de nascer. "O método evita que se gaste até US$ 50 mil por animal, com a inclusão de touros de baixo potencial genético em estes de progênie", explica Marcos Vinícius Silva. A economia se deve justamente porque a genotipagem pode ser feita logo após o nascimento do bezerrinho, enquanto pelo método convencional é preciso esperar que o animal atinja, em média, dois anos de idade, dependendo da raça, para que possa ser feito o teste de progênie. Outra novidade abordada por Marcos Vinícius Silva é sobre um estudo para analisar os SNPs em rebanhos brasileiros, que está em andamento.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nova Zelândia dá exemplo na produção de leite

Por: Laura Pimenta
Imagens: Maurício Farias

O modelo de produção de leite da Nova Zelândia foi o tema abordado durante palestra realizada na tarde de hoje (20/08) pelo professor da FAZU e responsável técnico pelo Projeto NZTE/APA (New Zeland Trade & Interprise/Dairy Partners Americas), Adilson de Paula Aguiar, durante a ExpoGenética 2009.

Adilson mostrou através de números, os motivos que levaram a Nova Zelândia a liderar o mercado mundial de lácteos, com 1/3 de participação. Entre os números apresentados por ele, está a taxa de lotação, que na Nova Zelândia é 3,5 vezes maior que no Brasil, a produção por vaca aproximadamente duas vezes maior e o intervalo de partos que é seis meses menor naquele país. Além disso, o nível de produtividade e qualidade da Nova Zelândia atingiu um índice tão elevado que o leite do país apresenta 30% a mais de sólidos do que o leite brasileiro, o que favorece a produção de leite em pó.

O professor da FAZU afirmou que a Nova Zelândia possui uma série de desafios e limitações para produção leiteira, tais como, isolamento geográfico, área territorial restrita, topografia (relevo montanhoso), clima (chuvas em abundância em um extremo e falta de chuvas em outro), elevado preço da terra, e o menor subsídio para produção entre os países do mundo. Mas para driblar estes problemas criou um sistema de produção extremamente eficiente baseado na produção de leite a pasto, com o desenvolvimento de uma metodologia única de manejo de pastagem. "Os neozelandeses são ótimos planejadores e souberam desenvolver um planejamento alimentar em sistema de pastejo excelente", avaliou.

Ele explicou que os produtores fazem a correção e adubação do solo com fósforo e nitrogênio de maneira correta, uma vez que os solos do país apresentam baixa fertilidade natural e como o pasto é de extrema qualidade, o uso de concentrados na alimentação dos bovinos é praticamente inexistente. Em relação ao melhoramento genético, Adilson ressaltou que a maioria os animais passa por inseminação artificial e que aproximadamente 70% deles participam de um programa de melhoramento genético. Além disso, os produtores desenvolveram um indicador econômico usado na seleção de touros, que se baseia no valor que a progênie vai deixar de receita líquida para o produtor (onde entram características positivas como kg de proteína, kg de gordura, % de fertilidade e dias de longevidade).

Além disso, na Nova Zelândia existe uma grande preocupação com o meio ambiente. Nas fazendas neozelandesas todos os efluentes das salas de ordenha são armazenados em tanques e posteriormente utilizados em fertirrigação, para não contaminar os lençóis freáticos. Adilson concluiu a palestra afirmando que o Brasil precisa seguir algumas lições da Nova Zelândia, principalmente no que diz respeito à pastagem, por ser o país mais deficiente em exploração de pastagem tropical e ainda na questão relativa aos recursos humanos para produção de leite.